quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Fraternidade Irmã Clara e seu Público alvo

O número de instituições ligadas ao terceiro setor teve crescimento na cidade de São Paulo. Reflexo da uma insuficiência estadual de atendimento aos setores cujas ONG´s atendem. Já esta na casa dos milhares o numero de associações ligadas de alguma forma a um auxilio de uma comunidade em São Paulo. Ao atender uma grande metrópole, a diversidade e quantidade de publico é sempre alta, tornando constante uma maior demanda do que oferta no setor.

Ao visitar a instituição sem fins lucrativos Fraternidade Irmã clara (FIC), foi possível observar a existência de problemas de demanda. A instituição trabalha com pessoas excepcionais afetadas por tipos de Deficiência e paralisia cerebral. A FIC tem um processo de seleção, e optam por acolher assistidos de um grau severo de paralisia. Com seu restrito público e uma seleção do mesmo a associação têm ainda uma demanda maior do que pode receber. São aproximadamente 40 pessoas para cada vaga no local. Recebem também pedidos de Minas Gerais, Paraná entre outros estados além de São Paulo. Atualmente a FIC esta com 35 assistidos. Infelizmente um deles, Maurício veio a falecer a pouco tempo deixando uma vaga para um próximo ainda não selecionado. Com exceção de Maria e Mara os assistidos não andam, também não são todos que podem se alimentar sozinhos. Todos têm uma atenção intensiva. “não são números, são filhos para nós” conta Roseli, administradora que nos atendeu. Os níveis de limitações variam. Médicos, terapeutas e diversos outros profissionais e voluntários trabalham para um desenvolvimento e eliminação de dependências. A alimentação é diferenciada para cada assistido, podendo ser sólida ou liquida. O processo é minucioso, tudo indica muita atenção e cuidado. Para Roseli, o importante é o bem estar, proporcionar as pessoas que ali moram o aproveitamento das poucas coisas que podem lhe trazer prazer. Identificam em cada um seus maiores interesses, podem ser simples, seja uma musica, um tipo de queijo ou tipos de maquiagem. Esses atos são diferencias para a vida e o bem estar deles.

Assistentes sociais procuram integrar a família no processo. Alguns familiares são presentes, procuram visitar ou levar seus filhos no fim de semana. Outros conta Roseli, sequer aparecem. No caso de Silvia, por exemplo, foi abandonada, é o caso de mais cinco assistidos na associação.

O trabalho desses profissionais e voluntários é um exemplo ético e moral. É comovente observar a melhora e alegria dos integrantes da associação. Mesmo com uma ausente comunicação literal de palavras entendemos um recado dos assistidos cuja vida é propiciada por esse tipo de dedicação e trabalho da Fraternidade Irmã Clara.

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